quinta-feira, 16 de junho de 2011

Livro Olga

Olga Benario Prestes nasceu em Munique (Alemanha), no dia 12 de fevereiro de 1908. Filha de Leo Benario e Eugénie Gutmann Benario, cresceu numa família judia típica de classe média da Baviera. Seu pai, um advogado respeitado na cidade, era filiado ao Partido Social Democrata Alemão. Liberal de idéias avançadas, ele dedicava-se à defesa de causas trabalhistas dos operários de Munique, violentamente atingidos pela crise que devastava a Alemanha nos anos que se seguiram à Primeira Guerra Mundial.
Aos 15 anos, Olga já possuía uma sólida base cultural, pois gostava muito de ler. Na biblioteca do pai, fazia contato com os grandes escritores e poetas alemães. Começou a trabalhar numa livraria. Ao mesmo tempo, sensibilizada pelos problemas sociais que abalavam a Alemanha nos anos 20, aproximou-se da Juventude Comunista, organização política em que passaria a ser militar ativamente. Nesse período, conheceu o jovem dirigente comunista Otto Braun. Com a ajuda dele, passou a estudar as obras dos clássicos do marxismo, consolidando suas convicções revolucionárias.
Aos 16 anos, apaixonada por Otto, Olga sai da casa paterna e, junto com o companheiro, viaja a Berlim, onde ambos, militando na Juventude Comunista, desenvolvem intensa atividade política no bairro operário de Neukölln. Ela se torna então uma militante revolucionária, decidida a dedicar sua vida à luta por uma sociedade mais justa e igualitária. O modelo, para os comunistas da época, era a União Soviética, único país em que a revolução proletária fora vitoriosa e onde a construção do socialismo vinha alcançando inegáveis êxitos.
Onze anos depois, Olga conhece o líder revolucionário gaúcho Luiz Carlos Prestes. Nasce uma das maiores histórias de amor já vistas. No Brasil, grávida, Olga é entregue aos nazistas pelo governo brasileiro (Getúlio Vargas). Teve a filha Anita num campo de concentração e o bebê acabou com a avó paterna – a fim de ser criada no Brasil. Aos 33 anos, acabou confinada em um campo de concentração e assassinada numa câmara de gás.

Poema de amizade

Pode ser que um dia deixemos de nos falar... 
Mas, enquanto houver amizade, 
Faremos as pazes de novo. 

Pode ser que um dia o tempo passe... 
Mas, se a amizade permanecer, 
Um de outro se há-de lembrar. 

Pode ser que um dia nos afastemos... 
Mas, se formos amigos de verdade, 
A amizade nos reaproximará. 

Pode ser que um dia não mais existamos... 
Mas, se ainda sobrar amizade, 
Nasceremos de novo, um para o outro. 

Pode ser que um dia tudo acabe... 
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, 
Cada vez de forma diferente. 
Sendo único e inesquecível cada momento 
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre. 

Há duas formas para viver a sua vida: 
Uma é acreditar que não existe milagre. 
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.




                                                       Albert Einstein





quarta-feira, 8 de junho de 2011

Artigo de produção científica

O ARTIGO
Vamos agora refletir sobre a exigência de se escrever e publicar artigos científicos nos ambientes acadêmicos . Qual o significado da produção de artigos, tão ovacionada em critérios de avaliação de instituições educacionais e em cursos de pós-graduação?
O artigo é um texto. Um texto, porém, com determinadas especificidades, que o distingue de seus congêneres como a crônica, o conto e outros. Trata-se aqui de colocarmos em questão o artigo chamado “científico”, próprio de cientistas e de pesquisadores, produtores de conhecimentos.
A imperiosidade do artigo
Por que é importante escrever? Qual a importância de estudiosos, cientistas e pesquisadores estarem produzindo artigos? Um texto, segundo Marilena Chauí, contém, em si, muitos outros textos. Aquele que lê, não lê apenas, passivamente palavras. Mas, ao efetuar sua leitura, produz, no exercício da interpretação, um outro texto que lhe é próprio. O leitor é, neste sentido, co-autor de uma obra que se perpetua, justamente, pela sua possibilidade de ser re-lido e, portanto, reescrito.
Pode-se inferir que um texto publicado e lido é um texto que é destituído de seu caráter solitário (obra de um único sujeito) e se transforma em resultado de parceria entre autor e leitor, por um processo sutil de reescrita.
Aqueles que produzem conhecimento, que investigam o real e o re-significam utilizando critérios e caminhos apropriados estão inseridos no locus científico. E o que é a Ciência senão um modo de indagar e uma maneira de buscar respostas? A ciência alimenta-se e se perpetua pela sua capacidade de manter acesa perguntas e desafios frente a uma realidade que torna a perplexidade do ser humano a sua possibilidade de interferência, domínio e modificação do real. Assim, ao expor, publicar (tornar não pessoal) e divulgar um certo conjunto de proposições ou de dados resultantes de pesquisas efetuados, oportuniza-se a ampliação, enriquecimento ou refutação do trabalho em questão. Pois, a ciência e o saber produzido por ela é fruto de diálogos, concessões e adequações a métodos e paradigmas.
Como um texto, o artigo é escrito e produzido para ser lido. Primeira especificidade, pois, refere-se a quem se destina um artigo. O destinatário do artigo depende do público leitor do veículo de publicação. O cientista ou pesquisador pode escrever um artigo para grandes jornais ou suplementos científico-literários de jornais que têm uma circulação ampla entre vários setores da população. Sendo, pois, assim, necessário que o seu autor restrinja a sua terminologia e a adeque à compreensão de leigos e pessoas não necessariamente conhecedores do assunto em pauta. Para tal, o pesquisador, a fim de garantir a exatidão e a clareza de seu texto, deve se exercitar na prática da descrição (por exemplo, de uma aparelhagem) e da narração (recuperando um fato ocorrido). É importante que, seja a descrição, seja a narração, devem ser completas e detalhadas, para que seja possível a perpetuação e a compreensão do conhecimento exposto e para que possa servir como um catalisador de novas produções.
Desta forma, há uma especificidade na redação do artigo que pode ser observada desde a escolha do título do mesmo até as referências bibliográficas.